História

O histórico de evolução do projeto iniciou-se em 2013 onde podemos dizer que tudo começou com um sonho, sempre acreditando que a educação é uma ação que transforma tudo em realidade. O projeto Meninas no Espaço começou em 2013 com um sonho de que a educação é uma ação que transforma tudo em realidade, especialmente, para as meninas e mulheres.

Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

  • FASE 1 – ORIGEM (2013–2014)
  • FASE 2 – EXPANSÃO (2018–2019)
  • FASE 3 – CONSOLIDAÇÃO (2022–2023)
  • FASE 4 – ESCALA (2023–2024)
  • FASE 5 – EXPANSÃO SISTÊMICA (2025)

O Programa Educacional Meninas no Espaço teve sua gênese em 2013, fundamentado na convicção de que a educação constitui uma ferramenta estruturante para a transformação social. Inicialmente idealizado como uma iniciativa piloto, seu objetivo principal foi estimular o interesse e a permanência de meninas e mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM), com especial ênfase na temática aeroespacial.

O primeiro marco do programa ocorreu por meio da submissão a um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado à investigação das barreiras enfrentadas por mulheres na escolha de cursos das engenharias. A ação envolveu cinco escolas públicas do município de Natal (RN) e contou com a participação de estudantes de graduação. Como desdobramento, foram desenvolvidas duas dissertações de mestrado que analisaram os fatores condicionantes da decisão de alunas ingressarem em cursos de engenharia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), evidenciando a relevância da orientação educacional e das representações sociais sobre gênero na ciência.

O mapa abaixo apresenta o primeiro registro do projeto apenas na capital do Rio Grande do Norte, apenas com 5 escolas.

2013-2014

2018–2019

No biênio seguinte, o programa foi ampliado e obteve financiamento por meio do edital “Meninas na Ciência”, também fomentado pelo CNPq. Esta fase envolveu cinco municípios, com a constituição de equipes compostas por 25 alunas e cinco docentes bolsistas. A abordagem metodológica passou a incorporar o setor espacial como eixo formativo, despertando o interesse das participantes por temas relacionados à exploração espacial, tecnologias emergentes e sustentabilidade. Esta etapa foi influenciada, em parte, pela mobilização de discentes da graduação e visitas a instalações científicas, como o habitat de Marte, que subsidiaram a construção de novas metodologias educacionais.

2022-2023

No período de 2022 a 2023, o programa alcançou um marco significativo de expansão institucional, por meio da articulação com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O número de estudantes atendidas triplicou, passando de 25 para 75 participantes, enquanto a rede de escolas foi ampliada de cinco para 21 unidades, abrangendo diferentes territórios do estado. Nesse período, foi estruturado um modelo multinível de formação, no qual professoras e tutoras atuam como multiplicadoras, consolidando um ecossistema educacional baseado em ciência cidadã, metodologias ativas e integração com tecnologias espaciais.

Foram produzidos e entregues nove produtos educacionais à AEB, incluindo cursos voltados aos níveis de graduação, pós-graduação e educação básica, configurando o programa como uma experiência inovadora de educação científica integrada.

2023-2024

O ano de 2023 foi marcado por ações voltadas ao fortalecimento institucional e à disseminação científica. Com apoio do Programa GLOBE Brasil, a iniciativa passou a contar com 100 bolsistas e alcançou 34 escolas da rede pública estadual. Destaca-se a participação no International Virtual Science Symposium (IVSS), promovido pela NASA, com a submissão de 20 trabalhos científicos produzidos pelas alunas. Paralelamente, foram realizadas duas edições de workshops formativos, voltados à capacitação de professores, além do I Simpósio GLOBE Brasil, que promoveu a socialização dos resultados alcançados. Nesse mesmo período, foram organizadas duas gincanas científicas de observação ambiental, com a utilização do aplicativo GLOBE Observer, visando incentivar a ciência cidadã e o monitoramento participativo do meio ambiente

2025

Em 2025, o programa atinge sua maior abrangência territorial e institucional. Por meio de edital específico, foram selecionadas 77 escolas distribuídas em 53 municípios do estado do Rio Grande do Norte. Entre os marcos mais relevantes, destaca-se a realização da Feira Nacional de Ciências do Programa GLOBE Brasil, sediada pela equipe do Meninas no Espaço, consolidando sua posição como referência nacional em educação científica com perspectiva de gênero. A proposta atual visa ampliar a capilaridade da iniciativa, estruturando um modelo metodológico replicável em outras unidades federativas, promovendo a equidade, a inovação e o fortalecimento do setor espacial e ambiental no contexto da educação básica brasileira.

Na fase atual, o Meninas no Espaço alcança seu estágio mais robusto de consolidação, articulando formação científica, tecnologias espaciais, sustentabilidade, ciência cidadã e protagonismo estudantil em uma rede de alcance ampliado. O programa passa a operar com maior densidade territorial e institucional, reunindo escolas públicas, universidade, agências de fomento, organismos internacionais e redes educacionais em torno de uma proposta integrada de educação científica. Essa configuração se expressa na ampliação da presença territorial do programa, no fortalecimento das ações desenvolvidas em 2024 e 2025, na realização da Feira Nacional de Ciências do Programa GLOBE Brasil e da Olimpíada, que mobilizaram participantes de diferentes unidades da federação, e na projeção internacional alcançada com atividades e apresentações em 2026. Distribuição das escolas inscritas no estado do Rio Grande do Norte em 2025.

A temática do desenvolvimento sustentável, tendo como enfoque os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, desde a criação do termo e o seu conceito até a chegada da Agenda 2030 se faz necessário pois permite a compreensão do tema que vem sendo debatido desde os anos de 1980 e está fundamentado em autores que abordam uma questão não apenas ambiental, mas também social e econômica.