Projeto

O Programa Meninas no Espaço é uma iniciativa educacional brasileira que promove a inclusão, a formação científica e o protagonismo de meninas e jovens mulheres nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (STEAM), com ênfase no setor aeroespacial.

Com origem no Rio Grande do Norte e articulação nacional a partir de Brasília/DF, em conexão com instituições estratégicas como a Agência Espacial Brasileira (AEB), o programa consolida-se como uma ação que nasce no território e se expande para todo o país, conectando diferentes regiões e realidades educacionais.

Mais do que ampliar o acesso ao conhecimento científico, o projeto busca desenvolver uma formação crítica, investigativa e transformadora, permitindo que as estudantes atuem como pesquisadoras, líderes e agentes de impacto em suas comunidades.

A trajetória do programa demonstra um crescimento contínuo e estruturado. O que começou atuando em poucas escolas expandiu-se para dezenas de municípios e instituições parceiras, alcançando diferentes territórios e contextos educacionais no estado do Rio Grande do Norte.

Atualmente, o programa desenvolve ações em múltiplas cidades, envolvendo escolas públicas, professoras, pesquisadoras, graduandas, pós-graduandas e estudantes da educação básica, formando uma rede colaborativa de aprendizagem e inovação. Dados apresentados pelo projeto indicam atuação em dezenas de escolas e municípios, fortalecendo o alcance territorial e o impacto social da iniciativa.

A metodologia do Meninas no Espaço é baseada em:


  • metodologias ativas
  • aprendizagem por investigação
  • protocolos científicos internacionais
  • cultura oceânica e ambiental
  • desenvolvimento de projetos
  • ciência cidadã
  • produção de materiais e produtos educacionais

As participantes realizam atividades práticas relacionadas à atmosfera, hidrosfera, mudanças climáticas, monitoramento ambiental e sustentabilidade, conectando problemas locais aos desafios globais.

A atuação do programa ocorre por meio de metodologias ativas, aprendizagem baseada em investigação, desenvolvimento de projetos científicos, aplicação de protocolos internacionais do Programa GLOBE e atividades práticas relacionadas à atmosfera, hidrosfera, biosfera, pedosfera e ao sistema terrestre. As participantes realizam observações ambientais, monitoramento climático, coleta e análise de dados, produção de portfólios e desenvolvimento de soluções voltadas aos desafios do território, conectando problemas locais às discussões globais sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e preservação ambiental.


Ao longo de suas edições, o projeto consolidou uma significativa expansão territorial no estado do Rio Grande do Norte, alcançando municípios com diferentes contextos sociais, econômicos e educacionais. A atuação em cidades como Natal, Parnamirim, Ceará-Mirim, Macaíba, Açu, Macau, Apodi, Santana do Matos, Pau dos Ferros, Currais Novos, entre outras, evidencia o compromisso do programa com a interiorização da ciência e com a ampliação do acesso de meninas da escola pública à educação científica e tecnológica. Essa expansão territorial demonstra a capacidade do projeto de adaptar-se às diferentes realidades locais, promovendo inclusão e fortalecimento das comunidades por meio da educação.


Os resultados alcançados entre 2024 e 2025 reforçam o impacto educacional e social da iniciativa. Em 2024, o programa impactou mais de 10.915 pessoas, realizou 403 atividades e aplicou cinco protocolos científicos do GLOBE, envolvendo áreas como atmosfera, hidrosfera, biosfera, pedosfera e Terra como um sistema. Já em 2025, mesmo em continuidade de execução, o projeto alcançou mais de 6.328 pessoas e realizou 183 atividades, mantendo a aplicação dos protocolos científicos e fortalecendo as práticas de ciência cidadã nas escolas públicas. Os dados também evidenciam a participação de dezenas de escolas, múltiplas metodologias ativas e a formação de estudantes de diferentes faixas etárias, além do envolvimento de graduandas, mestrandas, doutorandas e tutoras no processo formativo.


Além das atividades científicas, o programa desenvolve jogos educativos, oficinas, materiais didáticos, portfólios escolares, olimpíadas científicas e projetos interdisciplinares que estimulam o pensamento crítico, a criatividade e a liderança feminina. A iniciação científica desenvolvida pelas estudantes envolve temas como mudanças climáticas, monitoramento atmosférico, biodiversidade, sustentabilidade urbana, qualidade ambiental e sequestro de carbono, fortalecendo a conexão entre ciência, educação e responsabilidade socioambiental.


Sua estrutura de atuação segue princípios colaborativos inspirados no modelo Triple Helix, promovendo a integração entre universidade, governo, escolas e sociedade para garantir inovação, sustentabilidade e impacto de longo prazo. Dessa forma, o Meninas no Espaço transforma a ciência em uma ferramenta de inclusão, desenvolvimento humano e transformação territorial, formando meninas e jovens mulheres capazes de atuar como pesquisadoras, líderes e agentes de mudança em suas comunidades.